COMMUNITY DAY: DIVERSIDADE EM HACKATHONS. POR QUE DEBATER?

COMMUNITY DAY: DIVERSIDADE EM HACKATHONS. POR QUE DEBATER?

Tão importante quanto discutir a respeito dos conteúdos abordados nos hackathons, é discutir a respeito da diversidade de pessoas que fazem parte deles.

Por esse motivo, o Community Day trouxe como uma das lives no sábado, dia 6 de junho, o tema “A importância da diversidade em hackathons”.

A palestra foi dada pela primeira vez, mas quem assistiu absorveu muito conteúdo sobre um assunto que já vem sendo debatido há tempos. Mas que ainda está caminhando aos poucos em direção à quebra de paradigmas.

Essa foi a 6ª palestra de um total de 11. Todas elas contaram com conteúdos cheios de dicas, novos aprendizados e muita inovação.

INTRODUÇÃO À 6ª PALESTRA DO DIA

Lavínia Francesca Paganini é desenvolvedora e acadêmica de Ciência da Computação.  Ela foi uma das convidadas para palestrar nas lives do Community Day.

Mais do que interessada no mundo da tecnologia, Lavínia vem se dedicando a pesquisar sobre a importância da diversidade em hackathons. Aliás, esse foi o tema de seu trabalho final de conclusão de curso na Universidade Federal de Pernambuco.

Apaixonada por competições e na condição de mulher, Lavínia encontrou o tema perfeito para estudar durante a graduação.

Porém, apesar de seu TCC ter sido focado em diversidade de gênero, em sua palestra, dado o momento atual, a palestrante também abordou um pouco sobre pessoas pretas em tecnologia.


POR QUE DIVERSIDADE EM TIMES É IMPORTANTE

Existem diversos fatores que determinam a importância da diversidade em um time durante uma competição. Saiba quais são alguns deles:

  • Aumento no fator inteligência coletiva: é a inteligência que se constrói e forma nos grupos.


Se todos viessem de um mesmo background (de uma mesma faculdade, por exemplo) não haveria essa diversidade de inteligências de background. Dessa forma, as ideias poderiam ficar meio limitadas.

  • Quebra de paradigmas: costuma-se notar que a quebra de paradigmas geralmente acontece em times mais diversos.

MULHERES E NEGROS EM NÚMEROS

Saiba qual é a situação das empresas de tecnologia atualmente:

  • APPLE
    23% de mulheres em tecnologia
    6% em tecnologia se identificavam como pretos

  • GOOGLE
    23,6% de mulheres em tecnologia
    3,7% dos funcionários se identificavam como pretos

  • FACEBOOK
    23% de mulheres em tecnologia
    1,5% em tecnologia se identificavam como pretos

  • MICROSOFT
    21,4% de mulheres em tecnologia
    3,3% dos funcionários se identificavam como pretos

O Google, em 2014, tinha somente 11% de mulheres na área de tecnologia. Isso demonstra como o avanço da equidade de gênero é lento apesar de tanta discussão a respeito do assunto.

MULHERES EM CENA. SERÁ?

Para se ter ideia, durante 2016 e 2017, foram realizados mais de 200 hackathons nos EUA e na Europa.

Apenas dois anos antes, em 2014, somente 11% era a proporção de mulheres que participavam de hackathons em terras americanas.

Um percentual ainda mais baixo do que a proporção de diplomas emitidos para mulheres em Ciência da Computação no mesmo ano (14,1%).

O Nasa Space Apps foi um hackathon organizado mundialmente em 2018. A participação feminina foi de 25%.

Os números subiram, mas ainda são considerados muito abaixo do ideal para se alcançar a equidade de gêneros.

FATORES QUE INFLUENCIAM NA PARTICIPAÇÃO FEMININA

Existem alguns fatores que acabam tornando “tímida” a participação das mulheres em eventos predominantemente masculinos, como os hackathons. Alguns deles são:

  • “Hacker culture”: quando você pensa em um evento de programação, vem à sua mente a imagem típica de um homem branco, de óculos e viciado em computador? Pois é… Esse estereótipo está na mente de muita gente. Inclusive, é claro, de muitas mulheres.

  • “Culture ethos”: muitas pensam que para participar de um hackathon, é preciso virar a noite acordada, dormir e se alimentar mal.

  • Ambiente não inclusivo: se você for mulher, não vê pessoas parecidas com você e acaba sofrendo microagressões. Ou até mesmo assédio.

Existem algumas alternativas que vêm sendo criadas para mudar esse cenário:

  • Retirar a premiação para não se criar um clima de competição.
  • Trazer uma alimentação saudável durante os horários de refeições.
  • Criar hackathons com temas relevantes à sociedade (como o Mega Hack COVID-19).

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Uma tela e uma conexão on-line: isso é tudo o que foi preciso para os participantes prestigiarem as palestras do Community Day este ano.

Foi graças a esse novo formato que pessoas do Brasil inteiro (algumas até de fora do País) puderam acompanhar todo o conteúdo inovador disponibilizado nas lives do Community.

Para nós, é uma satisfação poder incentivar pessoas que buscam transformar informação em conhecimento e experiência em sabedoria.

Já esperamos pela oportunidade de estarmos juntos novamente. Nos vemos na próxima edição do Community Day, certo?

Assista no Youtube: https://youtu.be/wj7llNs9g9A

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